abril 10, 2005

O Mestre da Sensibilidade

Gosto de ficar pensando nas atitudes de Jesus, contemplar e imaginar cada ato descrito nos evangelhos. Como Ele era alegre, amigo, sábio, humilde, perceptivo, justo, sensível...
Parei neste ponto. Exatamente neste, que me tocou profundamente: a sua sensibilidade sobre-humana.
Ao abordar uma pessoa, cada palpitar do seu coração parecia dizer-lhe daquela personalidade. Desespero, depressão, exclusão... Ele a olhava e perguntava: “Você crê que pode ser curada?” E ela dizia: “Creio.” Então Ele a mirava: “Você já está curada. Vá em paz.”
Na minha pequena percepção, reduzindo a esta perspectiva, simples e sensivelmente Ele sabia que as pessoas eram capazes de vencer os seus obstáculos mais humanos – e repassava isso a elas, através do Seu olhar...
Assim foi com a mulher prestes a ser apedrejada, com a samaritana no poço, com o baixinho Zaqueu... com a multidão faminta, com tantos aleijados de alma...
Ele era a Esperança. A Esperança que ninguém conhecia, que ninguém tinha, que ninguém sabia que era capaz de ter.
Ele era o maior conhecedor da essência humana, e por isso mesmo, sabia exatamente das nossas capacidades...
Hum.... Eu disse sensibilidade sobre-humana? Imagine... era a mais Humana das sensibilidades.
“Humano assim como Ele foi, só podia ser Deus mesmo.” (Leonardo Boff)

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