“A herança positiva (de João Paulo II) é aquela pela qual ele não é celebrado como deveria: a sua oposição ao choque de civilizações, à ideologia da guerra. A sua defesa dos direitos humanos, do direito à vida. Quanto a esse aspecto, abriu-se uma contradição no mundo católico: ele foi aplaudido, mas pouco seguido. O papa sofreu uma grande desilusão ao ver-se isolado em relação a países de antiga tradição cristã, como a Itália, a sua Polônia natal e, num primeiro momento, a Espanha, que mandaram tropas para o Iraque. A maior homenagem que os governos desses países poderiam prestar ao pontífice morto seria, em vez de mandar flores a seu funeral, retirar seus soldados do Iraque. João Paulo II foi o papa da paz.” (Giancarlo Zizola, vaticanólogo italiano, em entrevista à Revista Veja, edição 1900, 13/04/05.)
Gosto muito de frases. Não somente daquelas frases prontas, que parecem serem feitas exatamente para estampar cartões, cadernos e agendas. Mas de frases também do dia-a-dia, do cotidiano ou aparentemente sem importância, mas que subentendem coisas muito especiais a respeito de um ser. Vejam esta do João Paulo II:
“Não deixo para trás nenhuma propriedade de que seja necessário dispor. Sobre aqueles itens de uso diário que utilizei, peço que sejam distribuídos da forma que parecer oportuna. Minhas anotações pessoais devem ser queimadas.”
Que longa viagem pela sua personalidade, através dessa frase... :) (sem querer ser reducionista... quem sabe poética!)
E mais esta para finalizar:
“Pouco importam expressões como Sumo Pontífice, Vossa Santidade, Santo Padre. Importa o que provém da morte e da ressurreição de Cristo.”
Taí... Karol Wojtyla!... :)
Um comentário:
Este santo homem exprimiu-se sempre de forma maravilhosa. A sua primeira frase de impacto que marcou-me indelevelmente e para sempre foi: "Não tenhais medo"... Sempre que tenho alguma dificuldade na vida me lembro dela e me reanimo!
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