"Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu; a gente estancou de repente ou foi o mundo então que cresceu? A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda-viva e carrega o destino pra lá..." (Chico Buarque)
Êta roda-vida da vida, que vive em nossa vida mandar... :)
Lembrei-me de algo que escrevi certa vez, sobre essa sede que tenho de mandar no destino... No fundo, é aquela velha ansiedade em não perder o "controle" das situações. Mas depois de refletir com calma, pus-me a pensar em quão sem graça seria a vida totalmente previsível, se as maiores alegrias de nossa vida, aqueles momentos de felicidade plena, acontecem sem ao menos esperarmos, prevermos, calcularmos...
"Tenho sede.
Sede de certezas,
De busca e de encontros,
De procurar e achar,
de questionar e obter resposta.
Sede de amor sincero e singelo.
Sede de confiança e de cumplicidade.
Sede do futuro.
Mas o que me mata a sede
é a agua da incerteza
o líquido do indecifrável
Do escondido, espalhado, invisível,
Do imprevisível.
A vida é mistério.
E é bela assim.
E é bela por ser assim."
"Faz tempo que a gente cultiva a mais linda roseira que há, mas eis que chega a roda-viva e carrega a roseira pra lá... Roda mundo, roda-gigante, roda-moinho, roda pião, o tempo rodou num instante nas voltas do meu coração." (Chico Buarque)
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