Continuando a "compartilhação" de pedaços de mim enviados ao grupo virtual do Diálogo (explicado no post anterior)... =)
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"Minha maior guerra contra o "perfeccionismo" é no que tange à minha personalidade meio "inconstante" (não sei se seria a palavra certa, mas acho que vocês entenderão). Designo-me um pouco "intensa" na vivência de meus sentimentos, e por causa disso, me culpava por não ser "equilibrada e constante", ou seja, "perfeita". Como às vezes sou mais tímida, outras vezes sou mais extrovertida, houve um certo momento em que meu orgulho não se conteve e, então, nessa "busca de perfeição", passei a ser uma pessoa "tímida ao quadrado vezes cem mais um" (exatamente). Achava que tinha conseguido me "equilibrar", e assim, estar mais "perfeita", porém não havia descoberto ainda o quanto estava escondendo e obstruindo tantos dons que Deus me deu. Por orgulho.
Quando enxerguei que eu podia ser eu (!), aí meu queixo caiu e meu sorriso saiu.
Ainda hoje (e sempre, rs) travo a luta pra me livrar das garras desse orgulho maldito, rs. Ele ainda está presente, e muito, por exemplo em meu medo de me abrir, de expor a minha humanidade nua e crua, com todas as qualidades e defeitos que possuo. Pelo menos agora, com esse consciência, "carrego a malinha, não sendo mais carregada por ela" (como já disse o Pe. Toninho, no retiro).
Ao me descobrir, a cada dia, vejo que um pouco de timidez é minha, sim, - mas não tanta, como eu insistia em cultivar. Já a parte "sociável e aberta" também é minha, sim - mas não tinha razões de insistir em esconder. Enxergar que tenho meus momentos mais "tímidos" e outros mais "extrovertidos" foi fundamental para aceitar-me como sou, pois constantemente entrava em conflito devido ao "perfeccionismo", achando que essa característica me tornava uma desequilibrada, uma inconstante ou até mesmo uma pessoa de dupla personalidade (risos de novo). E concordo com a Flávia... Tudo isso foi uma "fuga" das possíveis frustrações e erros que a minha "inconstância" (entre aspas, não em um sentido negativo) poderia me causar. No entanto, hoje percebo que, mesmo entre erros, nisso tambem há acertos, que me causam muitas alegrias!
Ainda não sou equilibrada, nem nunca vou ser, rs. Descobri que não preciso ser equilibrada (a perfeição); o importante é ser equilibrista!! =) (Equilibrado não seria parado? Estagnado? E o equilibrista não deve estar ali tentando, acertando e errando, mas em movimento, e cada vez mais aprendendo??).
Tentando, a gente não acerta sempre. Mas acerta de vez em quando! Sem tentar, a gente não erra, é verdade. Mas também, não acerta nunca... Por que, então, deixar de tentar as vitórias, com medo das derrotas? Por que deixar de saborear momentos de felicidade, com medo dos momentos de tristeza? O orgulho nos impede de tentar, a perfeição nos impede de errar... imaginem quantos e quantos momentos de felicidade perdemos por causa disso!...
Tenho tentado me permitir o direito de errar.
Equilibrando-me na corda bamba da vida, vou aprendendo a ser feliz! "
(23/setembro/2005)
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